sexta-feira, agosto 11, 2006

Uma década depois...

Recordar é viver... Disse a Ana Catarina...

Quem disse que depois de anos sem nos ver não nos lembrávamos das histórias passadas no Colégio. Aquele colégio cuja porta era guardada por um vulto negro de cinturão branco, a irmã Carmelita. "Não pode passar a linha branca", marcada no chão, a fronteira entre o bem e o mal!.

E quem não se recorda da Irmã Dulce, Prata, com o seu hábito cinzento, a Irmã Maria José. Conseguem recordar-se de cada cara e de cada expressão? A mais emblemática de todas, sem retirar protagonismo a alguma mais acanhada, a Irmã Benilde. Qual cabelo longo, ou dita penugem, qual menino sem voz... Todo o menino do colégio há de comprar a flauta beije de capa verde, a cassete do Grupo Coral de Santa Teresinha, tocar piano e cantar afinadinho, se não... Irmã directora! Amén ao menino que lhe "destapou a careca", Ulisses do Colégio, o nosso Hércules... Poliu o nosso orgulho de meninos desafinados com medo da Irmã que viviam ao lado esquerdo das escadas do segundo piso! Salvé, salvé Santa Teresinha!

De todas as recordações... da fazenda proibida, e do seu porco e galinhas, do mito das mini-saias, da contínua Dora, da Rosa, do antigo bar, da Irmã enfermeira, das costureiras... qual foi a recordação que mais te marcou? Para mim, a ideia de entrar para o Guiness Book of Records a enviar folhas secas ao cumprimento do portão da entrada foi a melhor. Havia de fazer o maior colar do mundo, envolver a Carmelita nele e lhe repetir, até à exaustão... "Não pode passar da linha branca!"
Spini